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id: casos/auditoria-de-receita
area: RevOps
uso: comum
esforco: médio
grao: Um negócio com sua origem; agregado em origem x mês de criação
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# Auditoria de fontes de receita

Quais origens trazem venda paga de verdade e quais só enchem o funil de lead, com cada número provado no faturamento.

## Resumo executivo

**Para quem:** Líderes de marketing, vendas e RevOps que precisam decidir onde colocar orçamento com base em receita, não em volume de lead.

**O que resolve**

- Cada negócio tem uma única origem, escolhida pela mesma regra, e o total por origem fecha com o total geral.
- A venda de cada origem é contada só quando o faturamento confirma, não quando alguém marcou ganho no CRM.
- Origens que geram muito lead e pouca receita aparecem lado a lado com as que fecham.

**Por que importa:** O marketing mede lead, o comercial mede ganho no CRM e o financeiro mede o que entrou, e cada um defende uma origem diferente. Sem uma origem única por negócio e uma prova de venda no faturamento, o orçamento vai para o canal que faz mais barulho no funil. A auditoria mostra onde cortar e onde dobrar.

**Perguntas de negócio que responde**

- Quais origens trouxeram mais receita paga nos últimos seis meses, e quais trouxeram mais lead?
- Qual a taxa de ganho de cada origem, por safra de criação do lead?
- Quanto das vendas marcadas como ganhas no CRM foi de fato pago, por origem?
- Quanto do funil está sem origem ou veio de importação de base?
- Quanto custou cada venda paga das origens de mídia paga?

**O que você precisa**

- CRM conectado na Nekt, com os campos de origem, UTM e o histórico de etapas
- Faturamento ou ERP conectado, com uma chave para ligar a cobrança ao negócio
- A lista combinada de origens, quais são inbound e quais são outbound

**O que você recebe**

- Uma tabela com uma linha por negócio, a origem resolvida e o método usado para resolvê-la
- Funil por origem e safra: lead, negócio, ganho no CRM, venda paga e receita confirmada
- Ranking de origens por receita, taxa de ganho e custo por venda paga
- Um agente de IA que responde de onde vem a receita com a mesma regra

## Detalhado

### O problema

A origem do negócio está espalhada: campo de fonte do CRM, UTM do formulário, origem preenchida pelo vendedor e etiqueta de importação, muitas vezes discordando. O ganho no CRM é declarado pelo vendedor e nem sempre vira pagamento. Quem conta lead por origem e soma o valor dos ganhos do CRM chega a uma lista de canais vencedores que o financeiro não reconhece.

### Regras de negócio

1. **Uma origem por negócio, por cascata declarada.** Resolva a origem na ordem: correção manual registrada, identificador de clique ou UTM paga (gclid, fbclid, utm_medium pago), UTM do negócio, UTM herdada do lead ou do contato, campo de origem do CRM, origem declarada pelo lead, e por fim sem origem. A primeira que casar vence. Guarde junto o método que resolveu a origem, para auditar a qualidade de cada linha. (Evite: Contar o negócio em cada origem que aparece nos campos.)
2. **Importação e integração não são canal.** No HubSpot, hs_analytics_source = OFFLINE quer dizer que o contato foi criado por importação, integração, extensão ou cadastro manual (o detalhe está em hs_analytics_source_data_1). No RD Station, conversões em lote de importação e eventos de integração aparecem como conversão. Classifique esses casos como base importada ou cadastro manual e busque a origem real nas outras regras da cascata. (Evite: Tratar OFFLINE ou importação como um canal de aquisição.)
3. **Inbound e outbound em linhas separadas.** Prospecção ativa (SDR, ligação fria, disparo de WhatsApp, lista comprada) e indicação de parceiro têm custo e ciclo diferentes de inbound. Mantenha um grupo de origem (inbound pago, inbound orgânico, outbound, indicação, parceiro, base) acima da origem detalhada, e não divida o custo de mídia por negócios outbound. (Evite: CPL com todos os negócios do CRM no denominador.)
4. **Venda conta quando o pagamento confirma.** Marque cada negócio em camadas: ganho no CRM, venda paga (existe cobrança paga ligada a ele) e venda ativa ou entregue, quando houver essa informação. A receita da origem é a soma do valor pago no faturamento, não o valor do negócio digitado pelo vendedor. Mostre as camadas lado a lado: a diferença entre ganho e pago por origem já é um achado da auditoria. (Evite: Somar o valor dos negócios ganhos no CRM como receita.)
5. **Ganho é a etapa de venda, no pipeline de venda.** Em muitos CRMs o status won de um pipeline de pré-vendas significa lead qualificado, não venda. Defina quais pipelines e etapas valem como venda e deixe fora pipelines de recrutamento, suporte, eventos e reengajamento. Negócio perdido e reaberto conta como ganho na data em que foi ganho. (Evite: Contar qualquer status won como venda.)
6. **Safra e fechamento não se misturam.** Para comparar origens, conte tudo pela safra: o mês de criação do lead ou do negócio, e acompanhe quanto daquela safra virou ganho e pagamento até hoje. A leitura por mês de fechamento serve para caixa, não para eficiência de origem. Nunca some as duas leituras. (Evite: Dividir ganhos fechados no mês por leads criados no mês.)
7. **Safra recente está em maturação.** Origens com ciclo longo parecem piores nas safras recentes porque os negócios ainda estão abertos. Mostre a idade da safra e o percentual ainda em aberto. Safra sem nenhuma venda ainda aparece como em maturação, não como retorno de menos 100%. (Evite: Comparar a taxa de ganho da safra do mês passado com a de seis meses atrás.)
8. **Sem origem fica visível.** Negócio sem origem resolvida entra na linha sem origem, nunca é distribuído entre as outras. O percentual sem origem é o primeiro indicador da auditoria. Combine com o time se desconhecido conta como digital; essa decisão é registrada e vale para todos os períodos. (Evite: Esconder ou ratear os negócios sem origem.)
9. **Teste, duplicado e interno saem antes.** Leads de teste de integração, contas internas, negócios duplicados do mesmo contato no mesmo dia e cargas de base antiga distorcem a taxa de ganho da origem onde caíram. Marque e exclua antes de agregar, com uma lista mantida e versionada. (Evite: Contar o lead de teste e a reimportação como leads da origem.)

### Camadas de prova da venda

Cada negócio sobe até a camada que os dados conseguem provar.

- **Lead ou negócio criado** → Volume (`createdate`)
- **Avançou para a etapa qualificada** → Oportunidade
- **Ganho no pipeline de venda** → Venda declarada (`status won`)
- **Cobrança paga ligada ao negócio** → Venda paga (`invoice.status = paid`)
- **Contrato ativo, pedido entregue ou matrícula confirmada** → Venda provada
- **Sem ligação com o faturamento** → Venda não confirmada, investigar

### Definições

| Métrica | Definição |
|---|---|
| Origem | resultado da cascata de origem para cada negócio, uma só por negócio, com o método que a resolveu |
| Leads da origem | leads ou negócios criados no mês com aquela origem, sem teste, interno e duplicado |
| Ganhos no CRM | negócios da safra que chegaram à etapa de venda no pipeline de venda, até a data de corte |
| Vendas pagas | ganhos da safra com pelo menos uma cobrança paga ligada no faturamento |
| Receita confirmada | soma do valor pago no faturamento ligado aos negócios da origem, da safra até a data de corte |
| Taxa de ganho | vendas pagas da safra / leads da safra, por origem |
| Taxa de confirmação | vendas pagas / ganhos no CRM, por origem e safra |
| Custo por venda paga | investimento de mídia da origem paga no mês da safra / vendas pagas daquela safra; nulo para origens sem custo registrado |

### Armadilhas

- **Lead da plataforma no lugar do lead do CRM.** O CPL por canal usava os leads que a API do Meta e do Google reportavam, que chegavam zerados ou divergentes, e o canal pago parecia sem resultado. Como evitar: Lead e venda vêm do CRM; as plataformas entram só com o custo.
- **Importação virou o maior canal.** Três quartos dos eventos de conversão de uma conta de automação eram carga em lote, e a origem importação aparecia como o canal que mais gera lead. Como evitar: Classifique carga, integração e cadastro manual como base, fora dos canais de aquisição.
- **Ganho de pré-venda contado como venda.** O status won do pipeline de SDR, que significa lead qualificado, entrava como venda e inflava a taxa de ganho das origens de inbound. Como evitar: Declare o pipeline e a etapa que valem como venda.
- **A soma por origem não fechava.** Negócios com mais de uma origem preenchida eram contados em cada uma, e a soma das origens passava do total do período. Como evitar: Uma origem por negócio pela cascata; confira que a soma das origens é igual ao total.
- **Lead Ads sem UTM.** Leads de formulário nativo do Meta não passam pelo site e chegavam ao CRM sem nenhuma UTM, caindo em sem origem ou orgânico. Como evitar: Use o identificador do formulário, os parâmetros da URL de primeira visita ou a integração de Lead Ads para marcar a origem paga.

Validado em dados reais: No HubSpot da própria Nekt, dois em cada três clientes têm OFFLINE como fonte original, e o detalhe mostra que vieram de integração, importação, extensão ou cadastro manual. Tratar OFFLINE como canal faria dele o maior canal de receita sem dizer nada sobre aquisição.

### Teste de aceitação

- [ ] Cada negócio tem exatamente uma origem e um método de resolução.
- [ ] A soma de leads, ganhos e receita de todas as origens, incluindo sem origem, é igual ao total do período.
- [ ] A receita confirmada total do período bate com o faturamento ligado a negócios, com diferença abaixo de 1%.
- [ ] Nenhum negócio de pipeline fora do escopo de venda aparece como ganho.
- [ ] O percentual de negócios sem origem e de base importada aparece no relatório, por mês.

### Context document

```text
Auditoria de fontes de receita
- Cada negócio tem uma única origem, resolvida pela cascata: correção manual > identificador de clique ou UTM paga > UTM do negócio > UTM do lead ou contato > campo de origem do CRM > origem declarada > sem origem.
- OFFLINE no HubSpot e carga em lote no RD não são canal. São base importada ou cadastro manual.
- Grupos de origem: inbound pago, inbound orgânico, outbound, indicação, parceiro, base. Custo de mídia só divide negócios de origem paga.
- Venda declarada = ganho no pipeline de venda. Venda paga = ganho com cobrança paga no faturamento. Receita = valor pago no faturamento, nunca o valor do negócio no CRM.
- Compare origens pela safra (mês de criação). Safras recentes estão em maturação; informe o percentual ainda em aberto.
- Sem origem é uma linha própria, nunca rateada.
- Teste, interno e duplicado ficam fora de todas as contagens.
Exceções por cliente:
- <cliente>: pipelines que valem como venda: <lista>. Pipeline de pré-vendas: <nome>.
- <cliente>: origem desconhecido <conta|não conta> como digital.
- <cliente>: chave entre negócio e faturamento: <campo>.
```

### Variações

- **Sem faturamento integrado:** Use o ganho no CRM como camada máxima e deixe explícito que a receita é declarada, não confirmada.
- **Por produto ou unidade:** A mesma auditoria aberta por linha de produto, curso, empreendimento ou filial.
- **Agência para o cliente:** Uma auditoria por cliente final, com a cascata de origem ajustada ao CRM de cada um.
