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id: casos/dre-automatizada
area: Financeiro
uso: muito usado
esforco: médio
grao: Lançamento x rateio (categoria e centro de custo) x mês de competência
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# DRE automatizada

A DRE gerencial do mês montada a partir dos lançamentos do ERP, com o plano de contas do financeiro, batendo com o fechamento oficial e sem fechar o mês no braço.

## Resumo executivo

**Para quem:** Financeiro, controladoria e diretoria de empresas que fecham o resultado do mês em planilha a partir do ERP.

**O que resolve**

- A DRE do mês sai sozinha e bate com o número que o financeiro apresenta.
- Cada real lançado no ERP cai em uma linha gerencial, e o que não tem classificação aparece em vez de sumir.
- Competência e caixa param de se misturar no mesmo relatório.

**Por que importa:** O ERP guarda lançamentos, não resultado: cada categoria precisa ser levada para a linha certa, com sinal, rateio e status tratados. Feito à mão, o fechamento leva dias e cada pessoa chega a uma margem diferente. Com a DRE automatizada, o orçado x realizado, o fluxo de caixa e as perguntas ao agente de IA partem do mesmo número.

**Perguntas de negócio que responde**

- Qual foi a receita líquida, a margem bruta e o EBITDA do último mês fechado?
- Por que a margem caiu em relação ao mês anterior?
- Quanto gastamos com pessoal, tecnologia e marketing por mês neste ano?
- Quais lançamentos ainda estão sem classificação gerencial?
- Como o realizado do trimestre se compara com o orçado?

**O que você precisa**

- ERP financeiro conectado na Nekt (lançamentos, categorias e centros de custo)
- O plano gerencial do financeiro e o de-para de cada categoria do ERP para uma linha da DRE
- Um mês fechado de referência para validar o número

**O que você recebe**

- Uma tabela por lançamento e rateio já classificada na linha gerencial
- A DRE mensal com margens, EBITDA e comparativo com o mês anterior e o orçado
- Uma lista de pendências com o que ainda não tem de-para
- Um agente de IA que responde sobre resultado com a régua do financeiro

## Detalhado

### O problema

O ERP traz lançamentos com categoria, natureza e status, mas não traz a DRE que a diretoria usa. Quem soma por categoria do ERP mistura competência com caixa, conta cancelamento e substituição de título como despesa, multiplica valores ao abrir o rateio e trata transferência entre contas como resultado. O mês fecha com uma margem diferente da que o financeiro apresenta, e ninguém sabe qual está certa.

### Regras de negócio

1. **A DRE é por competência, o caixa é por pagamento.** A DRE usa a data de competência do lançamento (ou a data de emissão do título). O fluxo de caixa usa a data da baixa efetiva. São duas tabelas e duas perguntas diferentes, que nunca se somam. Se o ERP não traz competência confiável, escolha qual data substitui (emissão ou vencimento), escreva a escolha no context document e mantenha o critério em todos os meses. (Evite: Somar a visão de competência com a de caixa no mesmo relatório.)
2. **O plano gerencial vem do de-para, não da estrutura do ERP.** Cada categoria do ERP aponta para uma linha gerencial (receita bruta, deduções, custos, despesas variáveis, despesas operacionais, resultado financeiro) numa tabela de de-para mantida pelo financeiro, em geral uma planilha conectada. A estrutura de DRE configurada dentro do ERP costuma estar desatualizada ou nunca ter sido usada. Quando existe uma DRE oficial feita pela controladoria ou por uma consultoria, a automação reproduz esse número e não cria critério novo. (Evite: Usar a DRE configurada no ERP ou agrupar pela categoria-mãe sem validar.)
3. **O que não tem de-para aparece, nunca some.** Categoria nova ou sem de-para cai numa linha de Não classificado, visível na DRE, e vai para uma lista de pendências com valor e descrição. A transformação não falha nem descarta o lançamento. A meta é a linha zerada no fechamento. (Evite: Filtrar lançamentos sem de-para ou deixar o join descartar a linha.)
4. **Sinal aplicado uma vez.** Receita positiva, custo e despesa negativos, aplicados a partir da natureza do lançamento (no Omie, R soma e P subtrai). Se a coluna já vem com sinal, não inverta de novo. O resultado do mês é a soma de todas as linhas da competência. (Evite: Inverter o sinal na transformação e de novo no dashboard.)
5. **Rateio pelo percentual, uma linha por rateio.** Um lançamento pode ser distribuído entre várias categorias e centros de custo. Gere uma linha por rateio com valor = valor do lançamento x percentual / 100; percentual nulo vale 100%. A soma das linhas de rateio tem que voltar ao valor do lançamento. Abrir a lista de categorias sem usar o percentual repete o valor inteiro em cada linha. (Evite: Explodir a lista de categorias e somar o valor cheio em cada uma.)
6. **Status e tipo de operação decidem o que entra.** Cancelado sai. Título renegociado que o ERP zera e substitui por parcelas novas sai, e entram as novas. Em despesas, o realizado é o valor pago, não o valor total do título. Movimentos de título como substituição, cancelamento e reparcelamento não são custo: só pagamento e adiantamento entram. Somar todos os tipos de operação inflou contas pagas entre 30% e 50% em casos reais. (Evite: Somar todos os títulos e todas as baixas do período.)
7. **Movimento de dinheiro não é resultado.** Transferência entre contas próprias, aplicação e resgate, aporte de sócio, empréstimo tomado ou pago, adiantamento e pagamento da fatura do cartão corporativo mudam o caixa, mas não são receita nem despesa. Ficam fora da DRE e entram só no fluxo de caixa. Movimentos entre banco e investimento devem ser calculados por lançamento, para que os dois lados se anulem. (Evite: Classificar transferências, aportes e empréstimos como receita ou despesa.)
8. **Uma fonte por receita.** Defina qual sistema é a fonte da receita: o ERP, o billing ou a nota fiscal. Gateway e plataforma de pagamento são canais de recebimento e entram só como conferência. Somar o faturamento do ERP com os pagamentos do gateway conta a mesma venda duas vezes. (Evite: Somar a receita do ERP com a do gateway de pagamento.)
9. **Custo da mercadoria entra no mês da venda.** No varejo e na indústria, o CMV é o custo dos itens vendidos no mês (quantidade vendida x custo do item), não as compras do mês, que vão para estoque. Em serviços, o custo do serviço prestado segue a competência do serviço. Taxas de meio de pagamento, comissões e frete são despesas variáveis e ficam entre a margem bruta e a margem de contribuição. (Evite: Lançar as compras de mercadoria do mês como custo.)
10. **Mês fechado é marcado e não muda.** Cada mês tem uma marca de fechado, preenchida quando o financeiro conclui o fechamento. Análises de realizado, comparação e board usam só meses fechados; o mês aberto vem parcial e é rotulado como provisório. Depois de fechado, o mês é gravado numa versão que não é recalculada, e ajustes descobertos depois entram no mês em que foram descobertos. (Evite: Comparar o mês corrente parcial com meses fechados ou recalcular o passado a cada execução.)

### A estrutura da DRE gerencial

Cada categoria do ERP aponta para uma destas linhas pelo de-para do financeiro.

- **Vendas, serviços e recorrência, por competência** → Receita bruta
- **Impostos sobre venda, devoluções e cancelamentos** → Deduções (`receita líquida = bruta - deduções`)
- **Custo dos itens vendidos ou dos serviços prestados** → CMV ou CSP (`margem bruta = líquida - CMV`)
- **Comissões, frete, taxas de meio de pagamento, mídia** → Despesas variáveis (`margem de contribuição`)
- **Pessoal, administrativo, tecnologia, marketing fixo** → Despesas operacionais (`EBITDA`)
- **Juros, rendimentos, tarifas bancárias** → Resultado financeiro (`lucro antes dos impostos`)
- **Categoria sem de-para** → Não classificado (`meta: zero no fechamento`)
- **Transferências, aplicações, aportes, empréstimos** → Fora da DRE, só no caixa

### Definições

| Métrica | Definição |
|---|---|
| Receita bruta | soma dos lançamentos de receita operacional classificados como receita bruta no de-para, por mês de competência, sem cancelados |
| Receita líquida | receita bruta menos deduções (impostos sobre venda, devoluções e cancelamentos) no mesmo mês de competência |
| CMV ou CSP | custo dos itens vendidos no mês (quantidade x custo do item na venda) ou custo dos serviços prestados com competência no mês |
| Margem bruta | receita líquida menos CMV ou CSP; em percentual, divide pela receita líquida depois de somar o período |
| Margem de contribuição | margem bruta menos despesas variáveis (comissões, frete, taxas de meio de pagamento, mídia), por mês |
| EBITDA | margem de contribuição menos despesas operacionais, sem depreciação, juros e impostos sobre o lucro, por mês de competência |
| Lucro antes dos impostos | EBITDA mais receitas financeiras menos despesas financeiras; se IRPJ e CSLL não são apurados, o número é sempre rotulado como antes dos impostos |
| Não classificado | soma dos lançamentos do mês sem de-para para uma linha gerencial; meta zero no fechamento |

### Armadilhas

- **A DRE do ERP nunca foi usada.** A estrutura de DRE configurada no ERP tinha a linha de custo médio marcada para não aparecer e as compras ligadas à linha de custo. Exibir as duas contaria o custo duas vezes. Como evitar: Reproduza a DRE oficial do financeiro e trate a do ERP só como referência.
- **Categoria aberta multiplicou a despesa.** Lançamentos com três ou quatro categorias foram abertos sem o percentual de rateio, e cada categoria recebeu o valor cheio do lançamento. Como evitar: Use o percentual de rateio e teste que a soma das linhas volta ao valor do lançamento.
- **Substituição contada como custo.** As baixas de substituição e cancelamento de título foram somadas como pagamento, e o custo pago por centro de custo ficou entre 30% e 50% acima do relatório do ERP. Como evitar: Conte só pagamento e adiantamento como despesa paga.
- **Receita contada duas vezes.** O faturamento vinha de um sistema e os pagamentos do gateway foram somados a ele, como se fossem outra receita. Como evitar: Declare a fonte oficial da receita e use o gateway só para conferir.
- **Mês corrente com margem alta.** O custo do serviço é lançado depois do mês em que o serviço aconteceu, e por cerca de 30 dias a DRE do mês corrente mostrava custo baixo e margem alta. Como evitar: Marque o mês como provisório até o fechamento e compare só meses fechados.
- **Imposto da nota duplicado nos itens.** Os totais de imposto vêm no nível da nota fiscal. Ao trabalhar no grão de item, o total da nota se repetiu em cada item e inflou as deduções. Como evitar: Some valores de nível nota no grão de nota, e só depois junte com os itens.

### Teste de aceitação

- [ ] Para um mês fechado, receita líquida, margem bruta e EBITDA batem com a DRE oficial do financeiro (diferença abaixo de 0,5%).
- [ ] A soma das linhas de rateio de cada lançamento é igual ao valor do lançamento.
- [ ] A linha de Não classificado está zerada, ou cada lançamento nela aparece na lista de pendências.
- [ ] Nenhuma transferência entre contas, aplicação, aporte ou empréstimo aparece em linha de resultado.
- [ ] Reprocessar o pipeline não altera nenhum valor de um mês marcado como fechado.

### Context document

```text
DRE gerencial
- A DRE é por competência (data de competência ou, se não houver, <data declarada>). Fluxo de caixa é por data de pagamento e fica em outra tabela. Nunca some as duas visões.
- Estrutura: receita bruta, deduções, receita líquida, CMV ou CSP, margem bruta, despesas variáveis, margem de contribuição, despesas operacionais, EBITDA, resultado financeiro, lucro antes dos impostos.
- Cada categoria do ERP vai para uma linha pelo de-para do financeiro. Categoria sem de-para fica em Não classificado; cite essa linha quando ela não estiver zerada.
- Sinal: receita positiva, custo e despesa negativos, aplicados uma vez.
- Rateio: valor x percentual / 100 por categoria e centro de custo; percentual nulo vale 100%.
- Fora da soma: cancelados, títulos renegociados substituídos, baixas de substituição e cancelamento.
- Transferências entre contas, aplicações, aportes e empréstimos não são resultado.
- A receita oficial vem de <fonte>. O gateway de pagamento só confere.
- Use só meses com marca de fechado para realizado e comparação. Mês aberto é provisório e deve ser dito como tal.
- Margens e percentuais: some o período e divida uma vez; nunca faça média de percentuais mensais.
- Se IRPJ e CSLL não são apurados, diga lucro antes dos impostos.
Exceções por cliente:
- <cliente>: a DRE oficial é a da consultoria <nome>; reproduza o número dela.
- <cliente>: a categoria <categoria> é rateada por <driver> entre as unidades de negócio.
```

### Variações

- **Várias empresas:** Uma conexão do ERP por CNPJ, unidas com a coluna de empresa e com eliminação dos repasses entre empresas do grupo.
- **Orçado x realizado:** O orçamento entra como tabela por mês e linha gerencial, com a versão do orçamento congelada e a fonte declarada.
- **BPO financeiro:** O mesmo modelo replicado por cliente, com a conexão de cada cliente declarada no context document.
