Intermediário · 10 min de leitura

Organização do catálogo

Camadas, prefixos e naming que mantêm o workspace navegável.

O que você vai levar
  • Definir uma convenção de camadas
  • Nomear tabelas de forma previsível
  • Manter o catálogo navegável conforme cresce

O Catálogo é a lista de tudo que existe no seu workspace: as tabelas, as colunas, as descrições. Com cinco tabelas, qualquer arrumação funciona. Com quinhentas, a diferença entre um catálogo que se navega e um depósito onde ninguém acha nada está em três decisões simples: como separar as camadas, como nomear as coisas e como descrevê-las. Vale combinar isso cedo, porque depois cada tabela nova herda (ou quebra) a convenção.

Uma convenção de camadas

A convenção de camadas fica a critério de cada empresa. Não existe regra fixa: o que importa é ter uma e mantê-la visível no Catálogo, para bater o olho e saber em que estágio uma tabela está.

A sugestão da Nekt é a arquitetura medallion: Bronze (espelho da fonte), Silver (limpo e tipado) e Gold (juntando fontes, com regra de negócio). Mas adapte ao seu caso. Em agências, por exemplo, é comum usar uma camada por cliente, para manter o isolamento dos dados de cada um.

O nome importa mais que a camada

No fim do dia, a camada em si é menos relevante do que bons nomes de tabela, com prefixos claros e uma boa taxonomia. Uma camada perfeita cheia de tabelas mal nomeadas continua um labirinto. Escolha uma convenção de camada, mantenha, e invista a energia nos nomes.

Há duas formas de tornar a camada visível, e você escolhe uma e mantém:

As duas funcionam. O que não funciona é misturar: metade por schema, metade por prefixo, e ninguém sabe onde procurar. Escolha uma e trate como regra do workspace.

O padrão de nome por camada fica assim, seja como prefixo ou como schema:

Camada Prefixo / Schema Exemplo de tabela
Bronze bronze_ ou bronze. bronze_hubspot_deals
Silver silver_ ou silver. silver_clientes
Gold gold_ ou gold. gold_cliente_canal_mensal

Naming previsível

Um bom nome de tabela é aquele que a pessoa (ou o agente) consegue adivinhar antes de procurar. Isso vem de poucas regras, aplicadas sempre:

Naming ruim
tbl1 dados_final base_v2 fat_cli_m crm_novo
Números soltos, "final", versões e abreviações pessoais. Ninguém adivinha a camada, a entidade nem o grão. Cada tabela exige abrir para descobrir.
Naming bom
Tabela Lê-se como
bronze_hubspot_deals bruto, deals do HubSpot
silver_clientes tratado, entidade cliente
gold_cliente_canal_mensal consumo, grão cliente/canal/mês
Camada, entidade e grão no próprio nome. Dá pra adivinhar o conteúdo antes de abrir, e as três camadas de uma entidade ficam lado a lado na lista.

Descrições e Camada Semântica

Nome bom leva a pessoa até a tabela certa. A descrição é o que explica o que ela realmente contém: o que é uma linha, o que aquela coluna de valor inclui, de onde o dado veio. Na Nekt, essas descrições não são só documentação parada. Elas alimentam a Camada Semântica, que é o contexto que a IA lê pelo MCP para entender o seu dado.

A consequência é direta: uma tabela bem descrita é consumida melhor por agentes. Quando alguém pergunta "quanto faturamos por canal", o agente que enxerga uma coluna faturamento_liquido descrita como "receita sem frete e sem pedidos cancelados" responde certo. O que enxerga só valor sem descrição chuta. Descrever tabela e coluna é o trabalho que separa um dado que a IA usa de um dado que a IA ignora.

Dica

Descreva a tabela no momento em que a cria, não depois. É quando você tem o contexto fresco na cabeça: o que é uma linha, por que aquela coluna existe, qual regra aplicou. "Documento depois" vira "nunca documento", e aí o conhecimento fica só na sua memória, fora do alcance do time e da IA.

Como isso escala

A convenção parece burocracia quando o catálogo é pequeno. O valor aparece quando ele cresce. Um catálogo sem convenção vira um depósito: nomes que ninguém entende, camadas misturadas, tabelas duplicadas porque a pessoa não achou a que já existia. Cada nova pergunta começa com uma arqueologia.

Com convenção, o oposto acontece. Qualquer pessoa que chega sabe que gold_ é dado pronto para consumo, que o grão está no nome, que a descrição explica o resto. E o agente de IA, que lê o catálogo pelo MCP, encontra o que precisa sem você ter que explicar. O catálogo vira um mapa, não um sótão.

Caso de usoagência

Uma agência com 15 clientes conectou Meta Ads, Google Ads e o CRM de cada um: mais de 40 fontes no mesmo workspace. Sem convenção, virou uma lista de 200 tabelas com nomes soltos, e achar "o gasto de mídia do cliente X" era um garimpo. Adotaram prefixo de camada mais o padrão entidade_grão: gold_midia_cliente_dia, silver_crm_leads. De repente, o mesmo nome vale para os 15 clientes, uma pessoa nova acha a tabela no primeiro palpite, e o agente que monta o relatório encontra a fonte certa sozinho. A convenção não deixou o catálogo menor, deixou navegável.

Experimente na Nekt
Abra o Catálogo do seu workspace e leia os nomes das tabelas de cima a baixo. Consegue adivinhar o que cada uma contém só pelo nome? As que te fazem abrir para descobrir são as candidatas a renomear e descrever.
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Trilha: Contexto & semântica