ERP, base de operações, cronogramas de dívida e captação, premissas
Realizado, contratado e previsto separados; pipeline ponderado; premissas com vigência
Saldo projetado por semana, caixa mínimo e foto da projeção
Reunião de caixa, comitê, orçamento e agente de IA
O que resolve
- Uma projeção semanal que parte do saldo real e separa o que já entrou, o que está contratado e o que ainda é pipeline.
- O pipeline entra ponderado pela chance de fechar, e o contratado pelo valor cheio.
- Toda premissa da diretoria tem valor, vigência e autor, e a projeção da semana passada pode ser refeita.
Perguntas de negócio que responde
Faça estas perguntas ao seu agente quando o caso estiver pronto.
O que você precisa
- ERP com títulos a receber e a pagar e saldo das contas, e a base de operações conectados na Nekt
- Os cronogramas de dívida, captação e distribuição a investidores
- As premissas da diretoria escritas: régua de probabilidade, regra de vencidos, renegociações e expectativas manuais
O que você recebe
- Uma tabela semana x tipo de fluxo x visão, com saldo acumulado e caixa mínimo
- Uma tabela de premissas com vigência, separada do dado bruto
- Fotos semanais da projeção para comparar com o realizado e com o orçamento
- Um agente de IA que responde sobre caixa dizendo qual visão está usando
Onde ativar
Projeção com e sem a expectativa manual, caixa mínimo e a semana em que ele ocorre, lida da foto da semana.
Responde sobre caixa, desembolso e dívida dizendo a visão, a data da foto e as premissas vigentes.
Aviso quando o saldo projetado de alguma semana do horizonte fica abaixo do mínimo definido pela diretoria.
Junta várias fontes e depende de premissas que só a diretoria define. Comece pela base crua do ERP e acrescente pipeline, dívida e premissas em camadas. O detalhado traz as regras de negócio, as armadilhas e o teste de aceitação. Ou mande tudo direto para o seu agente com o MCP da Nekt.
O caixa de uma operação financeira vem de fontes que não conversam: o ERP tem títulos que vencem até daqui a dez anos, a base de operações tem desembolsos que ainda são negociação, a dívida tem juros que dependem da Selic e os investidores têm datas próprias de distribuição. Quem soma tudo num número só mistura dinheiro certo com aposta. Quando a diretoria ajusta a planilha à mão, a projeção da semana passada não pode mais ser refeita e ninguém sabe quanto ela errou.
Como costuma ser feito, e a regra
Cada linha é um erro que já aconteceu na prática.
Realizado é o que já se moveu, pela data em que ocorreu (baixa ou data realizada). Contratado é o que tem contrato, pela data e valor do contrato ou pela melhor estimativa vigente. Previsto é o pipeline ainda sem contrato. Cada linha leva sua visão, e realizado, contratado e previsto são produtos distintos, não uma cascata em que um preenche o vazio do outro.
Desembolsos e aportes em negociação entram multiplicados pela probabilidade da régua comercial (por exemplo: aprovado em comitê 100%, quente 80%, morno 45%, frio 15%). Operação sem probabilidade vinculada assume a menor faixa, nunca 100%. A partir de contratado, o valor entra cheio. Quando a régua muda, comparações que atravessam a data da mudança misturam método com pipeline: registre a data.
Bases de carteira costumam usar o sinal da exposição: desembolso ou aporte soma ao capital aplicado, recompra e amortização subtraem. No caixa é o contrário: desembolso é saída, recompra e parcela recebida são entrada. Converta uma única vez, na camada do caixa, e declare a convenção: entrada positiva, saída negativa.
Parcelas a vencer entram pela data prevista e, sem ela, pelo vencimento, numa janela explícita: contratos longos geram títulos por anos. Parcelas a vencer de devedores que já estão inadimplentes ficam fora das entradas, salvo uma lista aprovada de exceções. Vencido vai para uma linha própria de recuperação. Renegociado entra pelo cronograma do acordo, nunca pelos títulos antigos.
Juros e dividendos a receber, amortização e juros da dívida e distribuições a investidores entram pelos cronogramas de cada contrato (Price, SAC, amortização programada ou varredura de caixa). Taxa pós-fixada usa o índice previsto do período combinado (por exemplo, a Selic do mês anterior), com o limitador do contrato. O previsto usa a visão contratada; o realizado usa o que foi efetivamente pago.
O ponto de partida é o saldo de fechamento de cada conta corrente de cada empresa ou veículo, no último dia disponível, convertido para America/Sao_Paulo. Mês passado usa o último dia do mês. Quando a diretoria informa um saldo de extrato diferente do ERP, ele entra como premissa de um dia, com o valor do ERP guardado ao lado para auditoria.
Regra de vencidos, exceções aprovadas, renegociações, contratos novos, expectativa manual da semana e saldo informado ficam numa tabela com valor, vigência (de e até) e observação, publicada de um arquivo versionado. A projeção ajustada é a base crua mais as premissas vigentes na data de referência. Decisões da reunião ficam em outra tabela, sem números. Ninguém edita a consulta à mão.
A expectativa manual semanal é um valor que a diretoria espera receber de trabalhos novos ou de cobrança em andamento. Não é média histórica de recebimento. Ela aparece numa linha própria e a projeção é mostrada também sem ela. Um recebimento esperado só melhora a projeção se for adicional (fora do que o ERP já projeta); se já está no ERP, é já provisionado.
Grave a projeção de cada semana com a data em que foi feita, em modo de acumulação, e guarde a última versão de cada dia do pipeline. Orçamento aprovado é uma foto congelada por ciclo, comparada com a meta e com o realizado. Ciclo que não foi feito fica ausente de propósito e não é falha de carga.
De onde vem cada linha do caixa
Visão, data e valor usados para cada tipo de fluxo.
Definições
Armadilhas que já aconteceram
Operações sem probabilidade vinculada entravam a 100% e inflavam o forecast de aportes. O padrão passou para a menor faixa, e o forecast caiu de uma vez.
Menor faixa como padrão e data da mudança registrada.
Títulos a vencer de contratos recorrentes iam até dez anos à frente, e a soma descrevia a carteira de longo prazo, não o caixa do trimestre.
Janela explícita de projeção.
Datas do ERP em texto dd/mm/aaaa ordenavam alfabeticamente, e o saldo diário gravado à meia-noite em UTC só caía no dia certo por coincidência.
Converta o texto para data e o horário para America/Sao_Paulo explicitamente.
O resumo financeiro de uma das empresas trazia a receber e a pagar zerados enquanto os títulos mostravam carteira vencida relevante.
Do resumo, use só o saldo; entradas e saídas vêm dos títulos.
Um pagamento lido como mensalidade corrente era parcela de acordo usada para baixar títulos antigos, e o cliente parecia estar em dia.
Classifique o recebimento pela categoria do acordo antes de projetar a recorrência.
A troca da régua de probabilidade mudou o forecast no mesmo dia em que nenhuma operação mudou de fase.
Grave a régua com vigência e compare forecasts com a mesma régua.
Teste de aceitação
O caso está pronto quando todos os itens passam.
- Para cada semana, saldo inicial + entradas - saídas = saldo final, e o saldo final é o saldo inicial da semana seguinte.
- O saldo inicial bate com o saldo do ERP ou do extrato do dia (diferença zero), ou aparece a premissa de saldo informado com o valor do ERP ao lado.
- Nenhuma operação contratada ou realizada aparece com valor ponderado, e nenhuma operação de pipeline aparece com valor cheio.
- Nenhuma parcela a vencer de devedor inadimplente fora da lista de exceções entra nas entradas projetadas.
- Rodar a projeção de novo não altera nenhuma foto de semana anterior.
Pacote para o agente
Cole no Claude, ChatGPT ou outro cliente com o MCP da Nekt conectado.
Projeção de caixa - Horizonte: <13> semanas, começando na segunda-feira da semana corrente (America/Sao_Paulo). - Visões: realizado (data efetiva), contratado (melhor data e valor, valor cheio), previsto (pipeline x probabilidade). Toda resposta diz qual visão está usando. Nunca preencha uma visão com outra. - Probabilidade: <aprovado 100%, quente 80%, morno 45%, frio 15%>. Sem probabilidade = menor faixa. - Sinal: entrada positiva, saída negativa. Desembolso e aporte são saída; recompra, parcela e juros recebidos são entrada. - Carteira a receber: por data prevista, senão vencimento. Parcelas de devedores inadimplentes ficam fora, exceto <lista de exceções>. Vencido em linha própria. Renegociado pelo cronograma do acordo. - Dívida, juros e investidores: pelo cronograma de cada contrato, com o índice previsto do período e o limitador. - Saldo inicial: saldo de fechamento de todas as contas que entram, de todos os veículos. Saldo informado pela diretoria vale só na vigência e mantém o valor do ERP ao lado. - Premissas em <tabela de premissas>, filtradas por vigência na data de referência. Expectativa manual não é média de recebimento; mostre a projeção com e sem. - Caixa mínimo = menor saldo projetado no horizonte e a semana em que ocorre. - Projeções e orçamentos passados vêm das fotos. Não recalcule número de semana já apresentada. Exceções por cliente: - <cliente>: veículos <lista> entram no consolidado; <veículo> fica fora. - <cliente>: a régua de probabilidade mudou em <data>; antes valia <régua antiga>.
Construa no meu workspace Nekt o caso "Projeção de caixa" seguindo as regras em https://academy.nekt.com/industrias/financeiros/projecao-de-caixa.md. 1) Encontre as tabelas de origem e confirme as colunas usadas pelas regras. 2) Crie uma transformação no grão indicado aplicando todas as regras. 3) Rode o teste de aceitação e me mostre o resultado de cada item. 4) Crie o context document do caso no workspace, com as exceções dos meus clientes em aberto para eu preencher.
Variações
Orçamento congelado por ciclo, forecast na última versão do dia e realizado, lado a lado por mês e por tipo de operação.
O mesmo modelo no grão dia x conta, para decidir aplicação, resgate e transferência entre veículos.
Uma projeção por cliente do escritório, cada uma com sua tabela de premissas e sua conexão de ERP.